05 de maio – Dia Nacional das Comunicações

Publicado em 5 de maio de 2017

BREVE HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO

A comunicação é parte integrante do ser humano desde os primórdios da criação da terra. O homem da idade da pedra lascada (idade paleolítica) que durou cerca de 500 mil anos, caçava, pescava, coletava grãos, frutos e raízes, vestiam peles de animais e seus instrumentos de caça eram feitos de pedra lascada. Nessa época ele não falava, não existia alfabeto, letramento, se comunicava por sinais e gestos. O domínio do fogo foi uma das mais importantes conquistas daquele período, porque a partir daí puderam espantar animais, cozinhar alimentos e iluminar o interior das cavernas.

Depois veio o período neolítico, que se iniciou com a arte de cultivar a terra, um período menos longo que o paleolítico, durou entre 10 mil anos a.C a 4 mil a.C., portanto, 6 mil anos. Nesse período alguns instrumentos de caça já eram feitos de pedra polida. São dessa fase a divisão do trabalho, o artesanato, a estocagem de alimentos, o surgimentos das primeiras vilas e cidades, e inovações técnicas como a descoberta da cerâmica, da tecelagem e da roda. Destaca-se ainda nesse período o surgimento da Pintura Rupestre, mostrando uma importante inovação do período – a criação de animais, representada em desenhos feitos nas pedras que retratava o cotidiano da época.

Como se vê, o processo de comunicação é antigo, muito diferente da forma que se vê atualmente, mas que, teve um importante papel. No decorrer da história da humanidade, em seguida veio a civilização egípcia que se deu em torno de 3.150 a.C, e que se desenvolveu ao longo de três milênios com reinos marcados por estabilidade política, prosperidade econômica e desenvolvimento das artes. O governo dos faraós terminou oficialmente em 31 a.C. quando o Egito caiu sob o domínio do Império Romano. Essa época foi muito importante para a comunicação porque os egípcios descobriram o papiro – que pode ser considerado o primeiro tipo de papel, uma folha que foi usada para escrever e/ou pintar, feita de tiras cortadas, umedecidas e batidas, e polida após a secagem.

A Biblioteca de Alexandria foi uma das mais célebres bibliotecas da história e um dos maiores centros do saber da Antiguidade. Ficava situada na região portuária da cidade de Alexandria, no Egito. Ela conservou em sua estrutura interna mais de 400.000 rolos de papiro, mas esta cifra pode, em alguns momentos, ter atingido o patamar de um milhão de obras. Sua devastação foi realizada gradualmente, até ela ser definitivamente consumida pelo fogo em um incêndio de origem acidental, atribuído aos árabes durante toda a era medieval.

Já a invenção do papel com fibras vegetais é atribuída a um oficial do tribunal chinês Cao Lun, em 105 a.C. A primeira fábrica de papel foi instituída em Tsai Lun, China, no mesmo ano. A produção de papel foi mantida em segredo pelos chineses, por cerca de 500 anos. Os japoneses o conheceram no século VII d.C.

O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276. O papel começou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso. O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII, quando em dezembro de 1798, o francês Louis-Nicolas Robert, patenteou uma máquina para fazer “papel de grande comprimento” ou “fitas de papel”. Por aí se vê a importância do papel para a humanidade.

Em 30 de setembro de 1452, começa a produção do primeiro livro impresso do mundo: a Bíblia de Gutenberg. A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo – todo livro impresso que data dos primeiros tempos da imprensa (até o ano de 1500). A bíblia foi um impresso da tradução do latim por Johann Gutenberg, em Mogúncia (atual Mainz), Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.

Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes. A Bíblia contém 73 livros, dividida em Antigo e Novo Testamento. Acredita-se que 180 cópias foram produzidas, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.

Depois veio o telégrafo, que usava códigos para que a informação fosse transmitida de forma confiável e rápida. O principal código utilizado pelos telégrafos foi o código Morse, que surgiu com a criação de telégrafo elétrico na década de 1830. Samuel Morse criou e registrou a patente do telégrafo no ano de 1837. O telégrafo foi o principal sistema de comunicação a longa distância nos séculos XIX e começo do século XX. Foi muito utilizado por indústrias, governos e até mesmo pelas forças armadas de diversos países em momentos de guerra.

Na sequência veio a invenção do rádio. No século XIX diversos estudiosos investigaram uma maneira de aprimorar as ferramentas de comunicação combinando o uso do telégrafo elétrico, a radiação eletromagnética e o telefone com fio, que nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander Graham Bell, um imigrante escocês que morava nos Estados Unidos e era professor de surdo-mudos, fazia experiências com um telégrafo harmônico quando seu ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som diferente. A combinação dessas três tecnologias seriam as grandes responsáveis pela invenção do rádio, que fora patenteado no ano de 1901, pelo físico italiano Guillermo Marconi. Dada a importância do feito, esse cientista acabou sendo agraciado com o prêmio Nobel de Física.

Créditos:Recanto das Letras

Uma complexa manifestação estética a qual muitos chamam de a 7ª Arte, foi o surgimento do cinema. Em 28 de Dezembro de 1895, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo. O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária. O filme exibido foi L’Arrivée d’un Train à La Ciotat.

“Le Sortie de l’usine Lumière à Lyon”,
dos Irmãos Lumière

Nos fins do século XIX, os tubos de raios catódicos foram sendo aprimorados como transmissores de imagens à distância. No ano de 1920, o escocês John L. Baird empregou os diversos princípios já desenvolvidos para esse tipo de tecnologia e montou um dos primeiros modelos de televisão que se tem notícia. Ao contrário das outras tentativas, esse estudioso conseguiu aprimorar bastante a nitidez da imagem e do som com o aparelho por ele produzido.

A partir de então, o aparelho de televisão foi sendo aprimorado até que o mesmo pudesse ter maior viabilidade comercial. No ano de 1923, o russo Wladmir Zworykin desenvolveu um tubo de imagem chamado de iconoscópio. Empolgada com tal realização, a empresa norte-americana RCA contratou os seus serviços e fabricou o Orticon. Tínhamos ali, então, o primeiro modelo de televisor a ser produzido em escala industrial.

O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído por um americano, engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80), na Escola Moore de Engenharia Elétrica, da Universidade da Pensilvânia, e pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas, do Exército americano. Apresentado em 15 de fevereiro de 1946, ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava trinta toneladas. Em seu interior, 17468 enormes válvulas piscavam ininterruptamente. Apesar de seu tamanho, o Eniac (sigla, em inglês, para computador e integrador numérico eletrônico) era na verdade um ignorante. Cometia erros e quebrava repetidamente, porque seus tubos sempre se queimavam. Construído para calcular tabelas de artilharia, o computador de 450 mil dólares podia realizar 5 mil adições e 3500 multiplicações por segundo. O Pentium Pro, lançado em 1996, é capaz de efetuar 300 milhões de operações por segundo. O Eniac, portanto, seria 85 mil vezes mais lento.

Em 1975, a revista americana Popular Eletronics chegou às bancas ostentando na capa a figura de uma máquina retangular, anunciada como o resultado de uma revolução. Era, segundo a revista, “o primeiro kit de mini computador do mundo”, que chegava para rivalizar com os modelos comerciais. Nela, o leitor encontrava instruções para montar em casa o Altair 8800, que deveria ser comprado por reembolso postal. Em duas letras, era o primeiro PC, ou Personal Computer. Fabricada pela Mits (Micro Instruments and Telemetry Systems), a máquina era ainda muito rudimentar e exigia razoável habilidade para ser montada. Não dispunha de teclado nem de monitor de vídeo. Os comandos e dados tinham de ser introduzidos girando-se chaves, e os resultados precisavam ser decifrados por meio de uma complicada combinação de luzes que se acendiam e se apagavam num painel frontal da máquina.

A partir do PC – personal computer, comercializado a partir dos anos 80 nos EUA, a informática deu um salto gigantesco, quando passa a evoluir e se atualizar velozmente a cada dia, surgindo no mundo inteiro o que se convencionou chamar de WEB (teia), através de um mecanismo conhecido por internet, com e.mails, posts, blogs, facebook, instagram, twitter, do whatsapp, dos quais é praticamente impossível viver sem eles nos dias atuais.

A história da tecnologia começou a ganhar forma com o primeiro computador digital eletrônico de grande escala: o ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator). O computador foi criado em fevereiro de 1946 pelos cientistas norte-americanos John Presper Eckert e John W. Mauchly, da Electronic Control Company.

Por Crisolino Filho

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