OS INTERPLANETÁRIOS
Publicado em 30 de novembro de 2018 Comentários

 

Governador Valadares é uma cidade que tem também em sua história nuances de mistérios. E entre esses estão bem caracterizados, a relação que alguns valadarenses tem com o espaço, isso é, com os extraterrestres. Tem-se muitas narrativas, interessantíssimas. Vamos a três delas:

# A primeira é a bem conhecida viagem feita num disco voador ao planeta Marte pelo “valadarense”  Plínio Bragatto. Numa certa noite, no entorno do Pico da Ibituruna, uma nave teria o “abduzido” para um passeio espacial. Depois da viagem o valadarense foi deixado em Montes Claros, distante a mais de 400 km daqui. De acordo com o viajante, os ET´s, que ele nunca precisou quantos eram, tinham  forma humana e cor esverdeada, diferente daqueles ET´s do filme de Steven Spielberg.

Quem comunicou parentes e amigos que ele estava no norte de Minas foi o delegado  daquela cidade. Detalhe: o comunicado teria sido feito às 20hs. Conhecidos teriam conversado com Plínio por volta das 16hs. na rodoviária de GV. Como naquela época não tinha vôo comercial entre as duas cidades, e a viagem até MOC é feita de ônibus em 10 horas, e de carro  em 08 horas,  como Bragatto poderia ter chegado  lá em tão pouco tempo?. Surgiu o inexplicável.

Uma das primeiras pessoas que ficaram sabendo dessa aventura foi o empresário Toninho Coelho. Em homenagem ao acontecimento construiu com muita propriedade, em frente à Casa de Papai Noel, na Serra da Ibituruna, a praça Plínio Bragatto, onde está a réplica de um disco voador e em tamanho natural de dois ET´s., que lembram muito as figuras da cidade de Varginha. Ah! toda essa narrativa foi objeto de reportagem na revista especializada UFO e de entrevistas para grandes redes de TVs. Plínio faleceu aos 84 anos.

# A história de Plínio Bragatto foi nos contada pelo historiador João Rosado, que também tem a sua. Rosado é um apaixonado por aviões e aeromodelismo. Desde garoto gostou de usar um bordão quando se encontra ou telefona para alguém: “Como está o sistema interplanetário?”. Pouco gente entende o “por que” dessa saudação que remete a seres espaciais. Conta ele que, no início dos anos 70 trabalhava numa empresa paulista do ramo de embalagens, com filial BH, onde, para se comunicar com a diretoria, tinha de passar primeiro por uma secretária de nome Cida, de quem se tornou amigo. Sempre que precisava falar com os diretores, ligava exercitando antes o bordão: “Cida, como está o sistema interplanetário?”

Passado algum tempo, a empresa em que Rosado e Cida trabalhavam na capital mineira fechou,  concentrando suas atividades em São Paulo. Recentemente, e passados 35 anos sem ter nenhum contato com Cida,  nem com a empresa,  Rosado precisou falar com um dos antigos diretores. Não se sabe porque, assim que a telefonista atendeu, Ele repetiu  o bordão. Coincidentemente, do outro lado da linha, uma voz feminina respondeu de pronto: “Seu Rosado!” – era a Cida. Isso é mesmo coisa de interplanetário.

# José Roberto Morais, o Bomfim, gerente de uma grande padaria, afirma  que no início da década de 50, caiu um meteorito na região de Valadares. Como na época o país não tinha tecnologia, pois não existia ainda instituições como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e  o CTA (Centro Tecnológico Aeroespacial) doaram o objeto espacial para a França. Para quem não é familiar com o assunto, meteorito é um material rochoso ou mineral que, provindo do espaço sideral, se precipita sobre a Terra, tornando-se incandescente ao atravessar a atmosfera, gerando um fenômeno popularmente conhecido como estrela cadente.

De acordo com Bomfim a França teria doado nos anos 90, um pedaço desse meteorito para a agência espacial americana – a NASA, que fez uma pesquisa do mineral que caiu em Governador Valadares, descobrindo que ali tinha algumas bactérias,  que supostamente seriam de Marte. O gerente que também já morou nos EUA, diz que  a cidade  perdeu uma grande oportunidade de explorar o fato, como o pessoal de Varginha fez com o ET que apareceu por lá. Para Ele ia ter gente pesquisando a fundo, o local onde caiu o meteorito.

Por Crisolino Filho
(Whatsapp: 9.8807.1877 – E.mail: crisffiadv@gmail.com)

 

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