QUE VENHA O HEXA
Publicado em 03 de julho de 2018 Comentários

 

Há um senso quase comum hoje em dia de que, a participação do país numa Copa do Mundo como ocorre atualmente, é fator de alienação política para a população. Tipo assim, participando do evento, o brasileiro esquece problemas e dificuldades pelas quais passa. Em parte, pode até ser que essa teoria seja realidade, mas tenho uma leitura diferente. Em primeiro lugar o futebol não foi criado no Brasil para iludir quaisquer coisas. De acordo com uma pesquisa feita na net, não foram os ingleses que inventaram esse esporte. O que eles fizeram, quando idealizaram a primeira associação de clubes no século 19, foi organizar e inventar regras para um jogo que já era praticado na Antiguidade. Na China e no Japão, por exemplo, praticava-se algo parecido havia mais de dois mil anos. Gregos antigos também batiam uma bolinha com os pés, assim como os romanos da época do império.

Até porque, história à parte, não houve por aqui nesse sentido, um consciente coletivo político que implantou um “modus vivendi” de manipular as massas. O que houve, isso sim, foi uma adaptação rápida e eficiente do desporto, que é uma entre tantas outras coisas que o país apresenta e se sai muito bem. É uma potência no gênero que deve ser pensada com orgulho. Continua o único PENTA campeão do mundo, e agora, com a saída prematura da Copa dos alemães, e dos italianos que nem foram à Rússia, descartados que foram nas eliminatórias, essas duas nações seriam as únicas que poderiam nos alcançar em número de títulos. Portanto, o Brasil vai se manter nesse status  pelo menos por mais quatro anos. Se for HEXA, a diferença acentua.

Toda nação rica e desenvolvida é bem resolvida em um ou vários esportes simultaneamente, caso dos EUA. Aliás, esporte é sinal de saúde, dedicação, persistência, superação, vitória, moral, ética, respeito ao outro, determinação e muito mais. Por que o futebol não seria? Se a elite política brasileira sempre se aproveitou mal do esporte para alcançar objetivos escusos, isso não é culpa da população, que está submissa, isso sim, a um sistema eleitoral perverso Se alguém quiser criticar o amor pelo futebol, a satisfação pela festa de integração racial e harmonia entre os povos, que critique os cartolas dos clubes brasileiros, sempre enrolados em desvios de condutas junto a senadores, deputados e outros representantes das classes dominantes. Torcedores não estão enrolados com a Justiça por causa de futebol.

Mas a história, novamente ela, traz coincidências históricas que poderiam nos ajudar muito, mas não ajuda mais por causa da corrupção que por aqui grassa desde o descobrimento. Em 1958 (na Suécia) quando CAMPEÃO pela primeira vez, o país atravessava uma grande fase desenvolvimentista, o governo de Juscelino Kubitschek implantou a indústria automobilística, asfaltou a Rio-Bahia e construiu Brasília. Seu plano de metas era desenvolver o Brasil em “cinquenta anos em cinco”. Das cinco copas que ganhou, apenas a de 1962 (no Chile) – BI-CAMPEÃO, o cenário foi diferente na economia. Quando TRI-CAMPEÃO no México, em 1970, experimentou grande prosperidade durante o governo militar, era o Brasil grande que crescia a taxas de quase 10% ao ano, da construção da ponte Rio-Niterói, da Transamazônica, de Itaipu – a maior hidrelétrica do mundo, etc. Os problemas de natureza política foram profundos, e só resolvidos com redemocratização e anistia na década de 80.

Em 1974, quando TETRA-CAMPEÃO nos EUA,  surgiu o  Plano Real, do governo Itamar e do então ministro da Fazenda FHC, um plano econômico desenvolvido e aplicado a partir 30 de junho de 1994, que tinha como principal objetivo à redução e o controle da inflação, justo na época da Copa em solo americano. E quando PENTA-CAMPEÃO em 2002, na Copa realizada duplamente no Japão e na Coréia do Sul, coincidiu com a eleição do presidente Lula,  que na sequência de seu governo manteve a estabilidade econômica,  e na sua forma, fortaleceu o  crescimento econômico, acelerou o PIB, as reservas cambiais se expandiram, e aumentou o crédito bancário para bens móveis e imóveis para a população mais carente.

Assim, essas vitórias do Brasil em copas do mundo estão histórica e fortemente associadas ao desenvolvimento econômico, ao crescimento do PIB e a prosperidade. Que venha então o HEXA campeonato na Rússia, o país precisa dar alegria e qualidade de vida à sua população e fixar um projeto de potência econômica.

 

Por Crisolino Filho
(Whatsapp: 9.8807.1877 – E.mail: crisffiadv@gmail.com)

 

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