NOVAS TECNOLOGIAS E PRIVILÉGIOS
Publicado em 19 de junho de 2018 Comentários

 

Algumas pessoas sempre me falam que, em função das novas tecnologias da informação, especialmente a internet, as redes sociais e outras ferramentas, que estão bastante preocupadas com o destino da humanidade. Muitos se apavoram dizendo que esses instrumentos são viciantes e tira do ser humano algumas capacidades, como por exemplo, a de pensar, de escrever, de desenvolver senso crítico e de exercitar a criatividade com atividades manuais.  A pergunta que não quer calar é: aonde vamos chegar com o que está colocado?.

Particularmente acreditamos que chegaremos aonde a luz elétrica e o carro chegaram, deslocados para um novo patamar da civilização, um novo estágio da existência e de convivência humana. Quando o americano Thomas Alva Edison inventou a primeira lâmpada elétrica em 1879, provavelmente como hoje, os donos das fábricas de velas à base de cera, parafina, sebo e outros materiais, os donos dos lampiões a bico de gás, donos de tochas e outros artefatos, e movidos por seus interesses, principalmente econômicos, devem ter entrado em polvorosa. Devem ter se perguntado como hoje, aonde o mundo chegaria, e que a lâmpada elétrica era uma coisa que ia contra a cultura, os valores e aos padrões de existência daquela época.

O mesmo aconteceu com o carro. Até então, em 1885, todo comércio era dominado por carruagens, viagens a cavalo, trem a vapor e barcos. Quando surgiu o carro da forma que se conhece hoje, individualizado, e movido a motor a combustão, certamente pensaram a mesma coisa, negando o futuro do automóvel, que para alguns nunca poderia substituir os meios tradicionais de transporte da daquela época.

Deu no que deu. Alguém pode imaginar viver hoje sem luz elétrica, ainda mais se ela for fotovoltaica? Claro que não!. As populações de todos os países podem prescindir de usar automóveis, claro também que não. Não que se estimule aqui o consumismo de qualquer bem, até porque todo uso e costume devem ser racionais. Mas é uma realidade, esses bens de consumo duráveis estão na pauta do dia a dia de todo cidadão, e ignorar isso é utopia. Do mesmo jeito, aqueles que criticam hoje as novas tecnologias, estão apenas repetindo o que no passado aqueles que criticaram o invento da lâmpada elétrica e do carro. Simples assim, as novas invenções, as novas coisas, vão se adaptando e criando novas normas sociais e de conduta.


Do portal SPOTNIKS (TELEGRAM.ME/SPOTNIKS).

O privilégio do congresso comparado com a realidade brasileira. Em média cada parlamentar gasta quatro por mês vezes mais combustível do que uma viatura policial do Rio de Janeiro; a Câmara dos Deputados pagou 18 milhões em combustíveis suficiente para dar 1870 voltas ao mundo; há um policial para cada 61 servidores do Senado, se fosse um estado seria o local com o melhor policiamento do Brasil; em média um policial do Senado ganha o mesmo do que a média do que ganha somados os outros policiais brasileiros; o gasto com alimentação dos deputados federais foi de R$ 1,3 milhões, o equivalente a 591 mil merendas escolares na rede pública de ensino; em média cada senador gasta 64 vezes mais com saúde do que um brasileiro médio do SUS; a aposentadoria média de um congressista é 28,8 mil, 15 vezes maior do que a média do INSS; A média salarial dos servidores do Congresso é de R$ 16 mil, sete vezes maior do que o salário médio brasileiro; 80% dos funcionários sequer prestaram concurso; um garçom do Senado ganha até oito vezes mais do que na iniciativa privada; um técnico de Xerox recebe R$ 22 mil, sete vezes o ganho de um professor da rede pública de São Paulo; o congresso gasta cinco milhões para que alguém aperte a tecla o botão do elevador para os parlamentares; em dezembro de 2017, 100 servidores do congresso receberam mais R$ 100 mil em aposentadorias e pensões; o Congresso custa 28 milhões por dia, o equivalente a cinco milhões de alunos do ensino médio.

Por Crisolino Filho
(Whatsapp: 9.8807.1877 – E.mail: crisffiadv@gmail.com)

 

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