TIMES DE FUTEBOL E IMÓVEIS PÚBLICOS
Publicado em 04 de junho de 2018 Comentários

O Brasil tem muitos times de futebol que são os considerados grandes, ao menos uns vinte entram nessa turma considerada da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Tem ainda um outro tanto considerados medianos, que ora estão na primeira divisão, ora estão na segunda, que somam mais uns vinte. Além disso, tem as equipes da série C e D. É muito clube para pouco sucesso mundial.
Não bastasse essa vantagem, é o único país pentacampeão do mundo, e ainda que não tenha estádios como das nações desenvolvidas, os atuais construídos para a Copa de 2014, podem ser classificados como bons, médios ou bem razoáveis, afinal, até pouco tempo atrás, os estádios não contavam com cadeiras individuais, nenhuma tecnologia, o concreto se desmanchava, os alambrados caíam a todo tempo, pessoas morriam, e outros descasos mais, era aquela tragédia anunciada.
Em relação à quantidade de times de futebol os únicos países que se aproximam do Brasil é a Inglaterra que tem uns seis times de ponta, a Itália também uns seis, a Alemanha uns quatro, e por último a Espanha também, no máximo uns quatro.
Pela quantidade de agremiações de “qualidade”, quem deveria dominar esse esporte no mundo seríamos nós, pelo grande número de arenas e agremiações, e pelas cinco Copas ganhas, o único penta. Mas não é o que acontece. Quem manda no mundo do futebol atualmente são os europeus, em particular os espanhóis. O Real Madrid é considerado o time mais rico do mundo, o mais charmoso, mais eficiente, mais completo, o melhor, mais caro, o mais tudo. A seguir quem vai mandar no futebol são os Estados Unidos da América.
Isso acontece porque na relação de valores cambiais, ciência, conhecimento, civilidade, tecnologia, desenvolvimento econômico e peso político os times europeus são fortes, idolatrados, valorizados e assim apresentados porque representam e são a vitrine do sucesso de suas pátrias. Quanto mais rica e desenvolvida é uma delas, mais peso tem seu desempenho no mundo esportivo. O país mais avançado tem essa capacidade de refletir eficiência. Ao contrário, mesmo contando com muitos adjetivos, os países menos desenvolvidos não conseguem essa façanha porque quem valoriza o time é o país que o representa, e não o contrário, não é um time por maior que seja que vai valorizar um país. A importância de determinado povo é o que conta.

# Tem se a sensação de que os órgãos de planejamento brasileiro seja a nível federal, estadual ou municipal têm somente a função de manter o “status quo”, pois parece não ter interesse em planejar muita coisa. É o caso dos imóveis que pertencem à União, aos estados e municípios. O imenso e valorizado patrimônio imobiliário que é administrado por essas pastas não é utilizado como deveria, tanto é que, vários entes da administração pública alugam prédios suntuosos e mansões de particulares para sediar órgãos, instituições, secretarias, etc. É um desperdício do dinheiro público. Será que esses imóveis não tem valor algum para servir ao Estado? Não servem para reformar?
Um fato marcante foi o recente incêndio de um prédio de 26 andares na cidade de São Paulo. Desativado, e pertencente a União, era objeto de jogo de empurra já que o órgão responsável federal por sua administração alega que tinha passado essa tutela para a administração municipal, que por sua vez rebate e ninguém é responsável por nada.
O interessante é que esse patrimônio imobiliário aumenta numa constante, já que os entes estatais acabam executando dívidas de contribuintes e arrematam esses bens como forma de pagamento. Assim, a cada ano que passa somam-se novos prédios e casas, que apesar de pertencerem ao poder público não são utilizados por ele, que prefere alugar dispendiosos imóveis de terceiros.

(Whatsapp: 9.8807.1877 – E.mail: crisffiadv@gmail.com)
Por Crisolino Filho

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