“BOBOS DA CORTE”, KKK…KKK…KKK…
Publicado em 18 de setembro de 2017 Comentários

Por um BRASIL rico e superdesenvolvido, tolerância zero para o atraso, a mentira e corrupção.
De acordo com o Aurélio, entre os vários significados da palavra PODER estão o direito de deliberar, agir e mandar. O mandatário político deve sempre deliberar pelo bem comum, agir com ética e retidão, e mandar com responsabilidade. Acontece que no Brasil a classe (?) política modificou o significado dessa palavra. Aqui há muitos séculos se delibera em prol de interesses pessoais, partidários e promessas vãs, quando deveriam se voltar para a construção de uma nação rica e saudável, como historicamente fez os americanos nos séculos 18 e 19.

Quando um mandatário brasileiro delibera que vai concretizar um projeto, a população fica na expectativa de que vai receber uma obra de qualidade, inaugurada num prazo razoável, no entanto, essa possibilidade é quase sempre frustrada, e tudo parece voltar à estaca zero. Como escreve o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro é cordial, por isso dá sempre um crédito a mais às infinitas promessas.

Os detentores de cargos eletivos agem como se brasileiros fossem uns “bobos da corte”, nome pelo qual era chamado o “funcionário” da monarquia encarregado de entreter o rei e a rainha e fazê-los rirem. Muitas vezes eram as únicas pessoas que podiam criticar o rei sem correr riscos, uma vez que sua função era fazê-lo rir, assim como os palhaços fazem nos dias atuais. E assim é a maioria dos parlamentares, riem de seus eleitores que os colocam em cargos com muitas prerrogativas e mordomias.

Agora mesmo numa reforma que dizem ser “reforma política”, mas na realidade uma “reforma para os políticos”, não vai de encontro aos interesses da sociedade, mas, em mais benefícios e proteção, como sempre, dos próprios parlamentares. Por que essa reforma não premia o fim do voto obrigatório? Porque é uma forma de obrigar o cidadão a votar e eleger quem está há anos no comando seus currais eleitorais, além de coação, já que, o eleitor faltoso tem de pagar multa e é penalizado se passar num concurso público ou tirar passaporte. Não votar significa ser punido, ainda que votar é um direito não obrigação.

A “reforma” defende até a mudança do regime político, como se o regime fosse o responsável pelos desacertos do país. Podem mudar para parlamentarismo, monarquia constitucional ou parlamentarista, ou até semi-presidencialismo, essa jabuticaba que os iluminados do Congresso estão tentando implantar para iludir os “bobos da corte”, já que os problemas de atraso, corrupção, ineficiência não são culpa do tipo de regime, mas da mentalidade do político brasileiro.

Mas o mais absurdo dessa história, que tem como relator da reforma o deputado Vicente Cândido (PT/SP), é a criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia – FEFD, KKK…KKK…KKK…KKK…KKK…, que será bancado na verdade pelos impostos pagos por todos os brasileiros, os “bobos da corte”. São R$ 3,6 bilhões de reais, uma montanha de dinheiro que deveria ser aplicado em escolas, creches, hospitais públicos, estradas, segurança, corpo de bombeiros, meio ambiente, e muito mais. Em nenhum país do mundo, nem os mais ricos, toma-se tanto dinheiro do erário público para financiar carreiras políticas. Deveria ser assim: quer ser candidato? Peça ajuda aos amigos, aos simpatizantes, faça um bingo, etc. tudo dentro dos rigores da lei, sem Caixa 2, mas nunca com o dinheiro público.

O relator Cândido defende ainda outro retrocesso, dos atuais 45 dias da propaganda eleitoral ele quer 60 dias para continuar entediando os “bobos da corte”. Para completar, dias atrás a imprensa divulgou que três quilômetros, dos 300 kms. da Rodovia da Morte, no trecho que corta a cidade de Nova União, perto de BH, seriam inaugurados. Somente 3 de 300 kms, isso é, apenas um por cento da obra, KKK…KKK…KKK… isso depois de mais de 30 anos de promessa e quase cinco da duplicação. Comemorar ou celebrar isso seria trágico ou cômico? Pelos padrões atuais, duplicar esse percurso em um país desenvolvido é coisa de ano e meio, dois anos, mas como na realidade o brasileiro não é um “bobo da corte”, mas hoje um povo mais bem informado, a notícia soa cômica…KKK…KKK…KKK…

Por Crisolino Filho

...
...
...
...
...
Comente também.