“GUARD RAILS”, NORTE-SUL E ETC.
Publicado em 30 de maio de 2017 Comentários

* Um das coisas que mais intrigam proprietários de veículos em GV é a falta de “GUARD RAILS” em duas avenidas cortadas pelos canais de dois córregos: avenidas Lisboa e Veneza. As duas são bastante movimentadas, passam por bairros nobres, e não raro, são palco de acidentes. “Guard rail” ou defensa metálica é uma proteção que geralmente aparece às margens de muitas rodovias, o equipamento é feito de uma placa de aço, que cerca as partes perigosas das estradas, mas muito utilizadas em perímetros urbanos. No pequeno Equador, que tem as melhores estradas da América Latina, a preocupação com a segurança automobilística é tanta, que os equipamentos lá são duplicados, isso é, em vez de ser apenas uma extensão da placa, são duas, uma fixada na parte de cima da outra.

Não podemos afirmar a quantidade exata, mas seguramente, nos dois canais, já caíram mais de 100 veículos, entre carros, caminhões, motos e bicicletas. A parte da Veneza que fica entre a Praça da Waldinelly e a praça onde está o Coelho Diniz, ao lado do Hospital Unimed, próximo ao Altinópolis, é uma tragédia anunciada. Em frente à bifurcação da avenida, com a Rua Louis Incha, do outro lado do canal, tem uma elevação acentuada, um perigo absurdo. Por essa ineficiência, muitas vítimas já morreram naquele esgoto. Existem teses de especialistas em política, sociologia e trânsito, e que não é de hoje, que afirmam que o país tem um alto “now-how” e tecnologia em corrupção, por isso as administrações são lentas.

* O maior preço da corrupção é o atraso, o país vai ficando para trás dos outros, até daqueles que o brasileiro costuma tratar com desdém. Em relação aos países desenvolvidos nem é bom falar, dá angustia. Um exemplo clássico é caso da Ferrovia Norte-Sul. Quando a estrada ficar pronta, já vai estar bastante defasada em relação às novas tecnologias. Não conseguimos acompanhar o ritmo do planeta. Outra coisa é a paralisação das grandes obras, como a duplicação da BR-381, que liga BH a GV. Continuamos esperando pelo acordo entre empreiteiras, superfaturamento e os aditivos, para aí sim, daqui a 20 anos, ela se tornar uma realidade.

* A estatal Valec, criada para construir ferrovias, está mais para arrecadar dinheiro de campanhas políticas, do que para edificar estradas. Já se vão mais de 10 anos, e a Norte-Sul não completou um terço de seu trajeto, mas bilhões de reais, destinados a obra já foram “gastos” pelos chefes políticos, que controlam a administração pública. Se fosse em outro país, já estariam correndo em seus trilhos moderníssimos trens de alta velocidade, com estética da jardinagem em seu percurso.

No entanto, dos 4.155 kms. que cortarão 10 estados brasileiros, os governos vão inaugurando politicamente de 100 em 100 quilômetros, e políticos “desviando” um tanto. Até hoje foram construídos pouco mais de 800 quilômetros Uma traição, uma covardia com esse país, com o povo brasileiro. Quando for totalmente inaugurada, se for, vai estar superada, e assim, o país fica sempre na condição de subdesenvolvido, em função de políticos de 3ª categoria.

* A empresa Valadarense voltou a usar em seus novos ônibus sua marca original. Não entendemos, até então, por que tinham a inscrição Sistema Público de Transporte. Se não era subsidiado, gratuito, por que sistema público? O significado de “transporte público” deveria ser exclusivamente para empresas públicas. E a cidade continua com uma única empresa de transporte coletivo, como sempre teve.

* Todos os agentes políticos que estiverem enrolados em escândalo de corrupção deveriam ser proibidos de cantar o hino nacional, porque são impatriotas . Quando lembramos da imagem do senador Serra (PSDB) cantando junto com o público e os atletas, o Hino e aquarela do Brasil, durante a abertura das Olimpíadas/2016, no Rio, a vontade foi de desligar o aparelho de TV.

* Com tanta corrupção, está explicado porque o brasileiro paga tanto imposto e recebe serviços de 3º mundo. O mais interessante é que, quase 100% dos agentes políticos brasileiros estão enrolados em denúncias. Quando o Lado A é pilhado, os inimigos descem a borduna nesses, já os acusados falam que tudo é ilação, que o delator mente. Quando é o Lado B, as acusações e defesas se invertem. No fundo todos são iguais na razão inversa e proporcional de suas mentiras e acusações. Corrupção deveria ter uma lei específica como crime hediondo de caráter gravíssimo.

Por Crisolino Filho

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