AMÉRICA LATINA
Publicado em 15 de maio de 2017 Comentários

Enquanto a corrupção destrói o Brasil, outros países da América Latina dão largos passos de desenvolvimento. Não precisa ser especialista em A.L. ou defender tese de geopolítica para entender o que acontece atualmente no continente. Chile, Peru e Colômbia, que participam da Aliança do Pacífico já dão mostras que o primeiro mundo é logo ali, e nós, patinamos no lamaçal putrefato de um país de pouco saneamento básico, escolas públicas ruins, hospitais sucateados e estradas esburacadas. O desenvolvimento dessas nações é fruto das alianças que fizeram com China, Japão e Estados Unidos, que abriram seus portos para exportações latinas. Tem haver com a abertura de suas economias, com implantação de projetos industriais e investimentos de capitais estrangeiros, reformas de suas previdências, redução da carga tributária e investimento pesado em educação.

Além deles, outros dois países da América do Sul seguem o mesmo caminho, caso da Bolívia e Equador. A Bolívia já não é mais o primo pobre, povoado por índios que falam o quíchua ou o aymará. Não! a Bolívia hoje é o país que mais cresce na região, em torno de 5% ao ano, isso nos últimos 10 anos investe em educação, se industrializa rapidamente, tem autoestradas duplicadas, aeroportos equipados, cidades limpas, organizadas e bem urbanizadas como Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba, e nos últimos anos reduziu sua pobreza em 30%.

O Equador passa por transformações, seu PIB em 10 anos praticamente dobrou, e de acordo com uma revista de circulação mundial, especializada em rodovias, é o país que tem as melhores estradas entre as nações latinoamericanas. O aeroporto de Guayaquil, a maior cidade do país, com cerca de três milhões de habitantes, é o mais moderno da AL, sendo que o de Quito, a capital, também se modernizou. Já o aeroporto de Cuenca, a terceira maior cidade, com cerca de 550 mil habitantes, é melhor do que o de muitas cidades brasileiras do mesmo porte.

Mas essa prosperidade na América Latina não veio somente por esforço deles, tem muito haver com o Brasil que, nos últimos anos, através de financiamentos de bancos públicos, tecnologia e grandes empreiteiras, construiu portos, estradas, aeroportos e metrôs. Certa feita um político brasileiro brincou dizendo que o presidente boliviano Evo Morales visitava muito o Brasil, e que provavelmente isso se dava porque queria ser presidente da FUNAI, quando na verdade, suas viagens tinham cunho exclusivamente financeiro.

Enquanto o aeroporto de Guayaquil é o mais moderno, em Lima, capital do Peru, está classificado o melhor aeroporto da América Latina, já o de Bogotá, capital da Colômbia tem o maior. Para se modernizar e desenvolver, o Peru reduziu seus 64 impostos, fez reforma econômica, copiou do Chile o modelo de capitalização, reformou profundamente sua previdência, ao contrário da “frankenstein” gestada por aqui, feita para satisfazer velhos sindicatos e partidos políticos ultrapassados. A construção da rodovia Transoceânica, que deveria ligar o Acre aos portos do Peru tem duas realidades: do lado peruano é um tapete, enquanto do lado brasileiro já degringolou e hoje é só buraco, obra de uma construtora brasileira.

Em qualquer país sério se duplica uma estrada de 500 km em no máximo dois anos. Aqui, na época de FHC, a duplicação da Fernão Dias, de São Paulo a BH, durou custosos 10 anos. A novela da duplicação da BR-381 entre GV/BH se alonga há mais de 20, são promessas mentirosas, glamour de políticos e representantes de algumas entidades que não trazem efetividade, por isso a duplicação é só um fantasma estrutural.

Há pouco tempo a Colômbia elegeu o presidente Juan Manuel Santos, advogado e economista, político moderno, moderador, inovador e desenvolvimentista, que pode até ganhar o cobiçado Prêmio Nobel da Paz, por ter pacificado o país com as FARC, sem dar um único tiro de fuzil. Os colombianos criaram um slogan que hoje é a cara daquele país: “Colômbia, nosso denominador comum”, isso é, o país em primeiro lugar, feito para todos., enquanto o Brasil continua refém de políticos e juristas anacrônicos, uma turma que mais se parece a um elenco de filme de terror, classe C.

Por Crisolino Filho

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